A Polícia Federal realizou hoje a prisão preventiva do ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. O mandado foi cumprido nesta manhã de sexta-feira (13), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A decisão do Ministro também determinou que o conteúdo postado por Jefferson nas redes sociais fosse bloqueado, apreensão de armas e munições, além de computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos.

A ordem foi dada dentro do chamado “inquérito da milícia digital”, que é uma continuidade do inquérito dos atos antidemocráticos.

Jefferson postou em uma rede social que a PF chegou a realizar buscas na casa de parentes pela manhã.

“A Polícia Federal foi à casa de minha ex-mulher, mãe de meus filhos, com ordem de prisão contra mim e busca e apreensão. Vamos ver de onde parte essa canalhice”, escreveu o ex-deputado.

Após o cumprimento dos mandados, a conta de Jefferson no Twitter foi suspensa. Ao site Poder360, o advogado do ex-deputado, Luiz Gustavo Pereira da Cunha, afirmou que vai pedir prisão domiciliar, uma vez que ele “está fazendo acompanhamento médico por conta de uma inflamação aguda no fígado”.

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Crimes

Para a fundamentação da ordem de prisão, o ministro Alexandre de Moraes apontou que ficaram demonstrados nos autos “fortes indícios de materialidade e autoria” dos seguintes crimes:

  • art. 138 do Código Penal (calúnia);
  • art. 139 do Código Penal (difamação);
  • art. 140 do Código Penal (injúria);
  • art. 286 do Código Penal (incitação ao crime);
  • art. 287 do Código Penal (apologia ao crime ou ao criminoso);
  • art. 288 do Código Penal (associação criminosa);
  • art. 339 do Código Penal (denunciação caluniosa);
  • art. 20, § 2º, da Lei 7.716/89 (discriminação);
  • art. 2º da Lei 12.850/13 (organização criminosa);
  • art. 17 da LSN (tentar mudar a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito);
  • art. 22, I, da LSN (fazer propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política);
  • art. 23, I, da LSN (incitar à subversão da ordem política ou social);
  • art. 326-A da Lei 4.737/65 (dar causa a abertura de processo atribuindo a inocente prática de crime com finalidade eleitoral).

O pedido para prender Jefferson foi feito pela própria polícia e aceito por Alexandre no âmbito de inquérito que investiga uma suposta organização criminosa digital que atua para desestabilizar a democracia divulgando mentiras e atacando ministros do Supremo e as instituições do país. No pedido de prisão, a PF listou vários vídeos e publicações dele nas redes sociais com esse tipo de atividade.

Roberto Jefferson

O ex-deputado Roberto Jefferson foi o pivô do escândalo do mensalão, em 2005. Foi a partir de uma entrevista dele ao jornal “Folha de S. Paulo” que o país tomou conhecimento das denúncias de que o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva passava dinheiro a deputados da base.

Em novembro de 2012, no julgamento do mensalão ao STF, ele foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Nos últimos anos, já sem mandato parlamentar, Jefferson se aproximou do presidente Jair Bolsonaro. Em suas redes sociais, começou a postar fotos com armas.

PROPAGANDA

Por Felype Oliveira

Felype Oliveira é criador do Café com Net, além de administrar a revista digital, também atua como social media, web designer e roteirista.

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