Pelo segundo dia seguido, o Brasil volta a bater recorde no número de mortos pela Covid-19. Na última quarta-feira (3), o Ministério da Saúde confirmou mais 1.910 mortes por Covid-19 no Brasil, esse foi o maior número de mortes registrado desde o início da pandemia. O recorde anterior era desta terça-feira (2), onde 1.641 mortes foram registradas.

O número de casos de infectados também está em constante crescimento, em 24 horas foram confirmadas 71.704  novos casos de infecções.

Segundo especialistas, esta é a pior fase da pandemia do país, há 42 dias a média móvel de mortes está acima de mil. Ao todo, nove capitais têm mais de 90% dos leitos de UTI ocupados. Porto Alegre e Porto Velho já ultrapassam 100% da ocupação de leitos. A situação de colapso só pode ser declarada pelos governos estaduais.

Leito de UTI do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
(Foto/Reprodução: Silvio Avila/HCPA)
Os números, tanto de infectados, quanto de mortes, cresceram após o feriado de Carnaval, onde inúmeras aglomerações foram registradas em todo o país. Consequência da nova variante brasileira, a mais transmissível, a média de mortes vem atingindo os maiores números da pandemia.

Conhecida também como P.1. ou variante de Manaus, pois provavelmente se emergiu na capital em meados de novembro de 2020, estimasse que ela seja 1,4 e 2,2 vezes mais transmissível e capaz de driblar o sistema imune, causando novas infecções em pessoas que já foram infectadas anteriormente.

“Esses números são uma aproximação, pois se trata de um modelo. De qualquer modo, a mensagem que os dados passam é: mesmo quem já teve Covid-19 precisa continuar se precavendo. A nova cepa é mais transmissível e pode infectar até mesmo quem já tem anticorpos conta o novo coronavírus. Foi isso que aconteceu em Manaus. A maior parte da população já tinha imunidade e mesmo assim houve uma grande epidemia”, diz Ester Sabino, médica imunologista e pesquisadora da USP, à Agência de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

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Para evitar tragédias maiores, diversas cidades do Brasil estão adotando medidas de prevenção ainda mais restritivas, como é o caso do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Foi publicado nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da cidade do Rio de Janeiro as novas medidas de prevenção, entre elas está incluso a proibição de funcionamento de quiosques, boates e feiras de artesanato. A permanência nas ruas e em espaços públicos também ficará restrita ao horário entre 23h e 5h.

Segundo o prefeito do Rio, Eduarto Paes, as novas medias de restrição foram feitas para evitar que a cidade chegue ao extremo de adotar o lockdown.

Em São Paulo, todo o estado entra na fase vermelha, a mais restritiva da quarentena. A medida entra em vigor neste sábado (6) e deve continuar até o dia 19 de março. Comércios, restaurantes, bares, academias e shoppings deverão ser fechados. O chamado “toque de restrição” também foi antecipado para às 20h.

“As escolas das redes públicas estadual e municipal e da rede privada vão continuar abertas, e vão atender os alunos. Exatamente como estava previsto”, completou o governador João Doria durante seu pronunciamento.

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Por Mellissa Brandão

Mellissa Brandão é redatora do Café com Net, colaborando também como Gestora de Social Media da revista. Está cursando o 4º período de jornalismo, e seu ponto mais forte é criatividade e ser uma "camaleoa", conseguindo se adaptar a todo tipo de tema.

2 comentários em “Covid-19: recorde de mortes, colapso na saúde, variante brasileira e novas medidas restritivas”
  1. Boa tarde! Muito bom seu trabalho infelizmente não temos uma política pública única nacional voltada para conter a pandemia e cada um por si visando em tirar proveito da situação, enquanto isso pessoas estão morrendo.

  2. Espero que nosso presidente abra os olhos e comece a enxergar o problema, oferecendo alguma solução justa pela saúde pública do país, ou iremos entrar em um estado incontrolável nesse lamentável episódio de irresponsabilidades

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